terça-feira, 2 de março de 2010

Oscar 1977 - Carrie , A Estranha


Stephen King já teve vários de seus livros e contos adaptados para o cinema, uma dessas adaptações é de Carrie, A Estranha, que foi o seu primeiro romance a ser publicado e também o primeiro a ser transportado para o cinema.

Dirigido por Brian De Palma e roterizado por Lawrence D. Cohen, o filme foi muito bem recebido pelos críticos; e hoje já é considerado um clássico do terror. Com um orçamento de 1,8 milhões de dólares, Carrie foi um sucesso de público e arrecadou nas bilheteiras norte americanas 30 milhões. O longa é protagonizado por Sissy Spacek, que ralou muito para conseguir o papel principal. Para fazer seu teste de elenco, a atriz passou vaselina no cabelo e usou um vestido vermelho feito pela sua mãe. Só assim conseguiu convencer Brian De Palma e desbancar sua concorrentes.

A história gira em torno de Carrie Wight, uma jovem muito tímida que descobre possuir poderes paranormais. Durante um banho, Carrie pensa estar morrendo, mas na verdade está tendo sua primeira menstruação. Sem saber de nada e completamente apavorada, a personagem é ridicularizada pelas sua colegas de colégio e com ajuda de sua professora, fica sabendo a verdade. Ao voltar para casa, ela questiona sua mãe (ótima atuação de Piper Laurie) sobre o assunto, mas como ela é uma religiosa fanática, castiga Carrie pelo acontecido, dizendo que ela é uma pecadora.

Devido seu sucesso, a história ganhou várias versões. Uma sequência em 1999 - The Rage: Carrie 2 (A Maldição de Carrie) - que foi muito críticada e um grande fracasso de bilheteira; e um ramake feito para TV em 2002, onde trama foi modernizada e o final completamente alterado. E ainda um musical.

Perfil: Sissy Spacek

Mary Elizabeth Spacek foi indicada seis vezes ao Oscar, uma delas, por Carrie - A Estranha. Não chegou a ganhar, mas ficou bastante conhecida pelo seu papel. Nascida no Dallas - Texas - em 25 de Dezembro de 1949, Sissy se mudou para Nova York após a morte prematura de seu irmão mais novo. Seu objetivo era ser cantora, mas por influência de seu primo - o ator Rip Torn - acabou entrando para o Actors Studio.

Seu primeiro papel no cinema foi em 1972 no filme Prime Cut (de Michael Ritchie), onde interpretou uma jovem Órfã que é vendida para prostuição. Depois, nessa mesma época, seu papel de maior destaque foi em Badlands ( Terra de Ninguém de Terrence Malick), onde contracenou com Martin Sheen. Foi nos bastidores deste filme que Sissy Spacek conheceu Jack Fisk, diretor de arte com quem se casou e teve duas filhas.

Nos anos 80, começou muito bem, foi indicada e ganhou o oscar pelo filme O Destino Mudou sua Vida, onde interpretou a cantora cowntry Loretta Lynn. Sissy trabalhou ao lada de muitos astros, e também foi indicada mais 4 vezes ao Oscar: Missing - Desaparecido, um grande mistério (1982), O rio do desespero (1984), Crimes do coração (1986) e Entre quatro paredes (2001).

Como já comentado acima, seu papel icónico foi no filme de Brian De Palma. Depois desse, trabalhou com o diretor Robert Altman - que ficou impressionado com o desempenho da atriz, e disse: "Ela é notável, uma das melhores atrizes que eu já trabalhei. Seus recursos são como um poço profundo"

Curiosidades: Você sabia que...

... A atriz Betty Buckley, professora de ginástica no filme, interpretou também a mãe de Carrie na versão musical do filme?

... Que esse foi o primeiro filme de John Travolta?

... Que Melanie Griffith desistiu de interpretar Carrie?

INDICAÇÕES:
  • Melhor Atriz - Sissy Spacek
  • Melhor Atriz Coadjuvante - Piper Laurie
Por: Thiago Paulo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Março - 49ª Edição do Oscar (1977)

Faye Dunaway - Vencedora na categoria Melhor Atriz por Rede de Intrigas
Antes do já tradicional texto de abertura, abro aqui um pequeno parênteses para me apresentar: sou Alexandre Landucci, criador do blog Fotograma Digital (http://blogfotogramadigital.blogspot.com) que desde o finalzinho do mês passado também faço parte do blog.

Voltando a programação normal, após uma ardorosa discussão, os membros do blog Um Oscar Por Mês decidiram que o ano homenageado esse mês será o de 1977.

Talvez vocês estejam se perguntando os motivos para essa escolha, e um dos mais básicos é a fase que ele representa. Durante os primeiros 50 anos do cinema, os grandes produtores eram os maiores responsáveis por levar as telas (falando dos Estados Unidos em especifico) os maiores e os piores filmes.

Influenciados pela “revolução” autoral vinda da Europa nos anos 60 e pelo clima de indignação social, diversos jovens diretores egressos das universidades de cinema tomaram de assalto as rédeas do mercado do cinema hollywoodiano, dando inicio a uma década de profundas mudanças no que se entende como cinema, autor, estúdio e sucesso.

1977 é um ano repleto de exemplos dessa nova maneira de enxergar o cinema. Entre os filmes indicados a melhor filme temos por exemplo: Todos os Homens do Presidente (sobre o escândalo do Watergate que derrubou o então presidente americano Richard Nixon), Rede de Intrigas (sobre o poder da mídia na influencia das pessoas e a transformação da desgraça em peça de consumo popular) e Taxi Driver (a violenta “tour de force” para os cantos mais sujos e podres da mente humana cercada da hipocrisia de uma sociedade que se deteriora a cada dia). Mesmo Esta Terra é Minha Terra, a biografia da lenda country Woody Guthrie, foi mostrada no meio das lutas entre o proletariado americano e os primeiros sindicatos. O único que destoa de toda essa aura político-engajada é justamente o vencedor Rocky, um Lutador.

E a pergunta que inquieta a todos os amantes do cinema até hoje continua sem resposta: Por que Rocky venceu? Assim, curto e grosso.

Quais foram os motivos artísticos que levaram a Academia a agraciar o filme com a estatueta? Existia algo mais por trás dessa vitória? Lobby? Uma vitória “chapa branca” no meio de um ano tomado pelos filmes políticos?

Uma série de perguntas inquietantes num ano de igual categoria no cinema.

Apreciem a viagem !

Por: Alexandre Landucci

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