terça-feira, 3 de agosto de 2010

Oscar 1962 - O Anjo de Pedra / A Balada do Soldado


Dirigido por Peter Glenville (Becket, o Favorito do Rei), O Anjo de Pedra foi indicado em quatro categorias do Oscar de 1962: Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Direção de Arte e Melhor Canção.

O filme apresenta uma trama bem simples: Lançado 16 de Novembro de 1961, conta a história de Alma Winermiller (Geraldine Page), uma mulher reservada que nutre uma grande paixão por seu vizinho desde a infância. Quando ele, John Buchanan Jr. (Laurence Harvey), volta à cidade após se formar, acaba despertando essa antiga ligação entre os dois.

O roteiro de Summer and Smoke - nome original - foi adaptado de uma peça do famoso dramaturgo Tennesee Willians. A peça estreou na Broadway em 1948, e além desse filme, também ganhou uma adaptação para TV.

Também fazem parte do elenco Rita Moreno , Una Merkel , John McIntire , Thomas Gomez , Pamela Tiffin , Malcolm Atterbury , Lee Patrick e Earl Holliman.

INDICAÇÕES:
  • Melhor Atriz - Geraldine Page
  • Melhor Atriz Coadjuvante - Una Merkel
  • Direção de Arte
  • Melhor Canção
Por: Thiago Paulo

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Experimente juntar, num só filme, uma singela história de amor, a direção de um dos mais populares cineastas soviéticos, uma belíssima fotografia e uma heróina de extrema beleza. Realizou? Isso tudo é “A Balada do Soldado”, produção soviética de 1959, dirigida por Grigori Chukhrai, indicada ao Oscar de Melhor Roteiro Original, (Chukrai e Valentin Ezhov) em 1962.

Alyosha Skvortsov (Vladimir Ivashov) é um soldado do exército vermelho que, após destruir dois tanques inimigos, ganha uma folga para visitar a família. Durante sua viagem, cruza com algumas pessoas, como um soldado mutilado que teme a rejeição da mulher, além de Shura (Zhanna Prokhorenko), que conhece no vagão de trem que viaja como clandestino e por quem se apaixona perdidamente.

Relançado há algum tempo em DVD, numa cópia restaurada, Ballada o soldate (russo:Баллада о солдате), conquistou o The British Academy of Film and Television Arts de Melhor Filme, também em 62, além da Palma de Ouro e do Prêmio David.

INDICAÇÃO:
  • Melhor Roteiro Original


domingo, 1 de agosto de 2010

Abertura: Oscar 1962 - 34º Academy Awards

Jerome Robbins e Robert Wise (diretores de Amor, Sublime, Amor)

Depois de analisar as cerimônias dos anos de 1942, 1951, 1977, 1981, 1999, 2006, o “Um Oscar Por Mês” decide se dedicar a década de 60, uma década do Oscar que ainda não havia sido analisada pelos membros desse blog. O ano escolhido foi o de 1962, que teve como grande vencedor o musical Amor, Sublime Amor, de Robert Wise e Jerome Robbins.

Todos nós sabemos que o clássico musical é muito querido por diversas pessoas, mas, também, existe uma certa parcela de público que questiona a vitória do longa-metragem na categoria principal. Afinal, existia um outro cultuado filme que estava concorrendo aquele ano, Julgamento em Nuremberg.

O musical levou a melhor, e ganhou em dez categorias, enquanto o filme de tribunal faturou apenas duas estatuetas (mas conseguiu garantir uma importante vitória de roteiro sobre Amor, Sublime Amor). Ainda podemos encontrar, na lista desse ano, outros clássicos como Bonequinha de Luxo, A Doce Vida e Os Canhões de Navarone.

Nessa cerimônia, tivemos dois momentos históricos para o Oscar. Era a primeira vez que uma dupla de diretores ganhava na categoria de direção (o caso mais recente, onde esse feito voltou a se repetir, foi com Joel e Ethan Coen por Onde Os Fracos Não Têm Vez). No setor de atuações, tivemos ainda a primeira atriz a vencer a estatueta por um filme que não era falado em inglês. Sophia Loren, que não estava presente na festa, conseguiu o feito por seu desempenho em Duas Mulheres. A única atriz que conseguiu repetir esse feito foi Marion Cotillard, por Piaf – Um Hino Ao Amor.

Portanto, o Oscar de 1962 está repleto de filmes cultuados e de qualidade. Sem falar, claro, que existem produções para todos os gostos. Fico, então, muito grato por ter sido convidado a fazer parte dessa jornada do “Um Oscar Por Mês”. Posso dizer que a minha estreia aqui na equipe começou com um Oscar muito interessante.

Eu sou Matheus Pannebecker, do blog Cinema e Argumento. Sou cinéfilo de carteirinha desde que descobri em "As Confissões de Schmidt" o meu filme favorito - e também foi o primeiro que conseguiu me levar às lágrimas. Escrevo na internet faz quatro anos e também acompanho inúmeros seriados, sendo "Six Feet Under" o meu favorito de todos os tempos. Atualmente, cursto o quarto semestre da faculdade de jornalismo e também possuo um programa de rádio semanal sobre cinema. Sou um cinéfilo bem cabeça aberta e a única coisa que não permito é falar mal de Meryl Streep. Espero poder contribuir para essa ideia muito original que é trabalhada aqui. no "Um Oscar Por Mês". Bons filmes a todos e que comecem as análises sobre essa cerimônia!


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