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quinta-feira, 8 de março de 2012

A Tara Maldita (1956)


Cabelos claros e lisos arrumados em tranças, vestido florido, jeito feminino e inocente. Essa é Rhoda Penmark (Patty McCormack), filha de Christine (Nancy Kelly) e Kenneth (William Hopper). Por trás desse tímido estereótipo, esconde-se uma das grandes tragédias à humanidade, esconde-se um crime trapaceiro. “A Tara Maldita” (1956) discute a moral e a infância em uma família abastada. É possível que a mãe Christine mantenha o padrão familiar, segurando a barra de ser a única a saber das atitudes da filha? A cena da revelação é bastante pesada, já que fica mais claro o deplorável caráter de uma menina vivida por uma atriz de apenas onze anos.

Entretanto, não se trata apenas de um mero caso de psicopatia. É uma abordagem bastante específica do comportamento humano: a menina, em busca de mais atenção, rompe o limiar do aceitável. A princípio, o crime mais bárbaro foi por causa de uma medalha. O roteiro de John Lee Mahin e Maxwell Anderson questiona: os crimes são atos da índole (aquela que já nasce conosco) ou seguem o pensamento de Rousseau, em que a sociedade corrompe o homem?

Apesar da brutalidade exposta, Rhoda consegue reaver o afeto e a bênção da mãe. A cada cena, nos deparamos com uma intransponível intriga. Ao final, o grande colapso: a mãe doente e a filha num ambiente hostil e fúnebre que é punida, no local da grande ferida de sua vida.

O filme concorreu a quatro estatuetas no Oscar, mas não ganhou nenhuma. Das quatro, três foram indicações de atuação para mulheres. Eileen Hackert ganhou o Globo de Ouro de 1957 como Melhor Atriz Coadjuvante, pelo papel de Hortense Daigle.


INDICAÇÕES:
1. Melhor Atriz: Nancy Kelly
2. Melhor Atriz Coadjuvante: Eileen Heckart
3. Melhor Atriz Coadjuvante: Patty McCormack
4. Melhor Fotografia: Harold Hosson

por Darlan Nasimento
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