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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Oscar 1988 - Ironweed / Olhos Negros


Todo mundo tem uma história. Uma carga, uma culpa, fantasmas do passado. Vagabundos não são exceção. É baseando-se nessas características da vida do vagabundo Francis (Jack Nicholson) e das pessoas que o cercam que Ironweed (Hector Babenco) constrói sua história.

Francis é um vagabundo que após ter deixado por acidente seu filho recém nascido cair no chão, ele sai de casa deixando mulher e outros dois filhos. Já fora de casa conheceu Helen (Meryl Streep) com quem desenvolveu uma relação.

O filme acompanha os dias de Francis, Helen e seus companheiros, cada um com suas culpas e fantasmas, e o confronto com os mesmos. Aliás, os confrontos são excelentes, seja do Francis com a Helen, do Francis com seus fantasmas e do Francis e sua família. Todas as seqüências quando o Francis está com sua família são boas.

Simultaneamente à todo o desenvolvimento da história do Francis, pode ser visto em segundo plano o desenvolvimento da história da Helen, uma ex-cantora famosa dos rádios. A Meryl soube construir muito bem a sua personagem tanto que conseguiu a indicação de Melhor Atriz, mesmo o filme não tendo sido indicado à categoria de Melhor Filme.

INDICAÇÕES (2 indicações):
- Melhor Ator: Jack Nicholson
- Melhor Atriz: Meryl Streep

por Levi Ventura

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“Olhos Negros” é dirigido por Nikita Mikhalkov, co-produzido  pela Itália, pela União Soviética e pelos Estados Unidos. A história é baseada nos contos de Anton Tchekhov, importante escritor e dramaturgo russo, que retrata as vivências de Romano (brilhantemente interpretado por Marcelo Mastroianni), um bon vivant e conquistador de meia-idade que viaja para hotéis e spas, onde não perde a oportunidade de se relacionar com as mulheres que encontra.

Casado com Elisa, uma aristocrata rica, que o sustenta mesmo em uma relação em que já não existe aquela paixão de antes, Romano redescobre o amor com Anna, uma jovem russa casada, a quem conheceu em uma de suas viagens.

O filme é mostrado a partir das lembranças do próprio Romano, que, a bordo de um navio, conta sua história para um russo (Pavel) que acabara de conhecer.

Marcelo Mastroianni, que para muitos é um dos grandes atores de todos os tempos, teve um desempenho diferenciado, ele deu vida ao seu personagem, com seus trejeitos, sua fala mansa; enfim a Academia soube reconhecer seu grande trabalho e sua indicação de melhor ator foi mais que justa. Marcelo, jamais ganhou uma estatueta, mas já concorreu por outras duas oportunidades em 1961 (Divórcio à Italiana) e em 1977 (Um Dia Muito Especial).

INDICAÇÃO:
- Melhor Ator (Marcelo Matroianni)

por Rafael Castro
diHITT - Notícias