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sábado, 14 de abril de 2012

Oscar 2002 - Melhor Ator Coadjuvante / Melhor Atriz Coadjuvante


MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jim Broadbent: eis o nome do ganhador do Oscar na categoria Melhor Ator Coadjuvante, numa edição que trazia nomes como Ben Kingsley e Ian McKellen.  Aos 53 anos à época, o premiado ator britânico levou a melhor pelo seu trabalho em “Íris” (2001), cinebiografia da romancista e filósofa Íris Murdoch - e que rendeu nomeações a Judi Dench e Kate Winslet. Curiosamente, Broadbent trabalhou em “O Diário de Bridget Jones” e “Moulin Rouge – Amor em Vermelho”, filmes que também concorriam aos Academy Awards.

Os outros indicados foram, além dos já citados Kingsley e McKellen, Jon Voight e Ethan Hawke. No total, Voight recebeu quatro indicações ao longo da carreira, sendo uma de coadjuvante por “Ali” e três de Melhor Ator por “Perdidos na Noite” (1969), “Amargo Regresso” (1978) e “Expresso para o Inferno” (1985). Papou a estatueta na segunda indicação. Hawke, curiosamente, além da indicação por Dia de Treinamento, recebeu outra, dois anos depois, como roteirista, por “Antes do Pôr do Sol” (2004).

Sir Ian McKellen, o homossexual mais influente do Reino Unido - de acordo com pesquisa recente - recebeu sua segunda indicação dando vida à Gandalf, em “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”. Já Kingsley era velho conhecido da Academia, que já o tinha agraciado com o prêmio de Melhor Ator, em 1982, quando deu vida à Mahatma Ghandi no filme “Gandhi” (1981). Definitivamente, um ano bem concorrido.

por Marcelo Antunes



MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Excelentes atrizes formaram o quinteto de indicadas para Melhor Atriz Coadjuvante.  Maggie Smith interpretando a condessa de Trentham em “Assassinato em Gosford Park”; Helen Mirren vivendo a Sra. Wilson, chefe da criadagem, também no filme de Altman; Marisa Tomei dando vida a Natalie Strout no drama independente “Entre Quatro Paredes”; Jennifer Connelly,  maravilhosa, como Alicia Nash em “Uma Mente Brilhante”; e, por fim, Kate Winslet, cheia de vivacidade na pele de Iris Murdoch jovem em “Íris”.

Tanto Maggie Smith, que já havia vencido um Oscar em 1969 por “A Primavera de uma Solteirona” (1968) quanto Helen Mirren, que venceria posteriormente (em 2006) na mesma categoria que Smith por “A Rainha”, corriam por fora nessa briga, pois, apesar das suas boas interpretações, seus papéis não tinham tanta força se comparadas com as outras concorrentes. Acredito que isso se deve a quantidade de personagens apresentados na narrativa de mistério do filme de Robert Altman, não havendo espaço para um maior destaque de qualquer uma das indicadas.

A sempre belíssima Kate Winslet (vencedora em 2008, pelo filme “O Leitor”) exala sensualidade em sua personagem. Mais uma vez, sem pudores em cena, retrata as ideologias e comportamentos de uma escritora à frente de seu tempo, que foi vencida pelo mal de Alzheimer. A cada filme que vejo da Kate, posso perceber seu enorme talento e versatilidade como atriz.

Marisa Tomei, experiente, já havia vencido um Oscar, em 1992 por “Meu Primo Vinny”. No longa-metragem de Todd Field, ela interpreta Natalie Strout, mãe de dois filhos, separada do marido com quem vivia brigando, e que encontrou refúgio nos braços de um jovem 10 anos mais novo, que, devido aos ciúmes exagerados do marido, se torna vítima de uma violência desmedida que leva três personagens (Natalie e os pais do rapaz) à desgraça.

A vencedora da noite foi Jennifer Connelly. A única das concorrentes que nunca tinha sido indicada ao Oscar. Ela foi formidável, interpretando Alicia Nash, estando sempre ao lado de seu marido nos piores momentos de suas vidas; segundo o próprio John Nash em seu discurso quando recebeu o premio Nobel, Alicia foi a principal responsável por ele estar ali naquele momento. Esse ano não tinha como a academia não dar esse prêmio a Jennifer, sua vitória foi inconteste.

por Rafael Castro

Jennifer Connelly e Jim Broadbent: a categoria dos coadjuvantes foi marcada por atores que deram vida a personalidades reais

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Oscar 1952 - Melhor Ator Coadjuvante / Melhor Atriz Coadjuvante


Karl Malden, já idoso, e o seu Oscar conquistado em 1952.

Afirmar que 1952 foi o ano das grandes atuações não é exagero algum.  Se, de um lado, Vivian Leigh, Katharine Hepburn, Marlon Brando, Bogart e Cia travaram uma disputa acirrada, nas categorias principais de atuação, o mesmo pode se dizer à respeito das categorias de Actor in a supporting Role e Actress in a supporting Role.

Na ala masculina, a disputa deu-se entre os seguintes nomes: Karl Malden (Uma Rua Chamada Pecado), Leo Genn (Quo Vadis), Kevin McCarthy (A Morte do Caixeiro Viajante), Peter Ustinov (Quo Vadis) e Gig Young (Come Fill The Cup). Aliás, a maioria deles ficou conhecida, posteriormente, como grandes coadjuvantes em Hollywood.  Vide o caso de Gig Young - indicado três vezes, ao prêmio, que papou em 70, e que se notabilizou por esses papéis - e Peter Ustinov, que arrebatou a estatueta em duas outras ocasiões.

No entanto, o careca dourado foi enfeitar, naquela noite de 20 de março, a estante de Karl Malden.  Amigo pessoal de Marlon Brando, protagonista de A Street Car Named Desire, essa foi a primeira indicação de Malden a um Academy Award - a outra viria três anos depois por outro filme de Elia Kazan, também ao lado de Brando, “Sindicato de Ladrões” (1954).  No papel de Mitch, parceiro de Stanley Kowalsky, que se envolve com Blanche DuBois, Karl  convenceu os membros da Academia e recebeu das mãos do lendário Bob Hope o único Oscar de sua  longa carreira.

Para os que ainda não conferiram os filmes desta edição, fica a dica: vale muito a pena prestar atenção na atuação dos nomes indicados.  Definitivamente, esse foi um grande ano.

por Marcelo Antunes


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Kim Hunter em cena com Marlon Brando.
Pelo menos uma vez na vida, a Academia fez uma ótima escolha. Joan Blondell, Mildred Dunnock, Lee Grant, Kim Hunter e Thelma Ritter disputaram a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante, respectivamente, pelos filmes “Ainda há sol em minha vida”, “A morte do caixeiro-viajante”, “Chaga de fogo”, “Uma rua chamada pecado” e The matin season. Kim Hunter, interpretando Stella Kowalski, fez o papel da mulher supostamente feliz que vive à sombra do marido bonitão Stanley (Marlon Brando). Ela é a mulher resignada, passiva, um estereótipo que vem se formando ao longo dos séculos. E isso ocorreu com muita naturalidade, pois Hunter e Brando souberam viver a relação. Cabe perfeitamente o clichê sertanejo, porque a vida do casal Kowalski era literalmente entre tapas e beijos. E é preciso ressaltar que, de fato, Hunter foi coadjuvante, apesar de ser esposa, reforçando as ideologias contidas na sociedade de meados do século XX. As leis guardam o direito que o homem tem sobre a mulher, e até nesses pormenores a atriz conseguiu focar a impotência da mulher.

Nesse aspecto, também Mildred Dunnock reforçou esse estereótipo machista. Ela atuou como Linda Loman, a esposa completamente servil e já mais velha, dando sinais de que o casamento já não estava no seu auge, diferente do que se vê em “Uma rua chamada pecado”. Lee Grant, em “Chaga de fogo”, não tem um papel tão expressivo, na minha opinião, a ponto de disputar um prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. De fato, a primeira cena do filme, em que ela vai presa, é fundamental para a compreensão geral do filme, mas não é pra tanto... Quanto às demais, Thelma Ritter e Joan Blondell, aparições que não chamaram a atenção.

A pena é que Kim Hunter não foi à cerimônia de premiação. Por isso, Bette Davis recebeu a estatueta em seu lugar.



por Darlan Xavier Nascimento

domingo, 8 de janeiro de 2012

Oscar 1988 - As categorias de atuação

 
A categoria Best Actor in a Leading Hole marcou-se no ano de 1988 pela indicação dos seguintes atores: Jack Nicholson, Marcelo Mastroianni, Michael Douglas, Robin Williams e William Hurt, interpretando, respectivamente, um alcoólatra com remorso, um bon vivant conquistador, um milionário ganancioso, um radialista bem humorado e, por último, um âncora bonitão de telejornal.

Quanto a esses atores, vale comentar que desses nomes, apenas um deles era verdadeiramente estreante na lista de indicações da Academia: Robin Williams – que foi indicado pela sua atuação em “Bom Dia, Vietnã”. Mais tarde, viria a receber mais três indicações, sendo a sua última como coadjuvante pelo filme “Gênio Indomável”, que lhe haveria de dar o prêmio. Michael Douglas, que já havia conquistado uma estatueta pela produção do filme “Um Estranho no Ninho”, agora concorre pela primeira - e até hoje única - vez como ator, na única categoria a qual “Wall Street” concorreu.

Mastroianni, por sua vez, firmava-se já como um grande nome italiano reconhecido pelo cinema norte-americano e recebia a sua terceira e última indicação pelo filme “Olhos Negros”. À época da cerimônia, William Hurt, que concorreu por “Nos Bastidores da Notícia”, contava também com a sua terceira indicação, assim como Mastroianni. A diferença entre eles é que Hurt disputava pela terceira vez consecutiva na categoria, tendo ganhado no ano de 1986, por “O Beijo da Mulher-Aranha” e concorrido em 1987 por “Filhos do Silêncio”. Jack Nicholson concorria ao prêmio pela nona vez, já o tendo recebido duas vezes: nos anos de 1976, como lead actor, por “Um Estranho no Ninho”, e 1984, como supporting actor, por “Laços de Ternura”. Interessante apontar que, à época de sua indicação, Nicholson tornou-se o segundo ator, em empate com Spencer Tracy, mais indicado ao Oscar (ambos estavam atrás de Laurence Olivier, com 10 indicações).

Dos cinco atores, três deles – Williams, Mastroianni e Douglas – competiam na única categoria a que seus filmes competiram, numa demonstração de que a Academia considerava boas as suas atuações a ponto de elencá-las como a qualidade máxima dos filmes estrelados por esses atores. A surpresa ficou por conta da consagração de Michael Douglas como o vencedor do prêmio, decerto num dos melhores momentos de sua carreira. Vale notar que ele também estava noutro filme importante dessa edição do Oscar, “Atração Fatal”, que rendeu à sua parceira de cena uma indicação na categoria feminina de atuação. Assim, fechou-se a noite com Douglas recebendo seu segundo Oscar da carreira em sua primeira indicação em categoria de atuação.

por Luís Adriano de Lima

 
Uma entrega de prêmio que nos arranca um sorriso do rosto. O anúncio das cinco candidatas, já na cerimônia de premiação, mostra uma Cher de cara mais fechada, uma Meryl Streep já acostumada, uma Sally Kirkland engraçada, uma Glenn Close mais madura e uma Holly Hunter orgulhosa. Revendo o anúncio, quem consegue colocar os olhos em Cher, a vencedora, com a bela atitude de amizade expressa por Meryl Streep, que se felicita tanto pela amiga? Pela primeira vez, se vê um sorriso no rosto de Cher, desde o começo da cerimônia.

Bastante ovacionada, a cantora levou alguns segundos até que a plateia ficasse mais quieta, para que então pudesse discursar. "Esse prêmio representa 23 ou 24 anos do meu trabalho". Ela faz menção à importância do maquiador no filme, porque vemos em Feitiço da lua uma Cher bastante diferente daquela com qual estamos acostumados a ver brilhar no palco. Semanas antes do lançamento do filme nos Estados Unidos, o New York Times noticiava que entraria em cartaz uma história de italianos enamorados, com a Cher, e que seria bastante diferente de seus trabalhos até então, mas que as pessoas ainda teriam um toque da essência cheriana, o que se mostra presente com a transformação que ela sofre no salão de beleza. Não poderia faltar, por fim, uma homenagem a Streep que, segundo a cantora, foi com quem fez seu primeiro filme (Silkwood - O retrato de uma coragem [1983]).

A vitória como Melhor Atriz no Oscar de 1988 foi a única estatueta da californiana Cher, que tinha 41 anos à época do lançamento do filme. Apesar disso, ela já tinha sido indicada a um prêmio: Melhor Atriz Coadjuvante por Silkwood - O retrato de uma coragem (1983), que teve Meryl Streep como atriz principal. Glenn Close, por sua vez, recebeu cinco indicações como atriz no Oscar (3 como coadjuvante, 2 como principal), mas não ganhou nenhuma vez. É curioso ver que todas essas indicações aconteceram nos anos 80, época auge da carreira de Glenn. A novata Holly Hunter seria indicada pela primeira vez por Nos bastidores da notícia. Depois disso, seria indicada mais 3 vezes (1 vez como principal, 2 como coadjuvante), ganhando uma delas (O piano [1993]). Meryl Streep já tinha ganho dois prêmios: Melhor Atriz em 1983 por A escolha de Sofia e Melhor Atriz Coadjuvante por Kramer vs. Kramer (1980). Sally Kirkland teve, neste ano, sua única indicação à Academia. Apesar disso, recebeu, também por Anna, o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama.

Até a premiação de 1988, vejamos como estava a "familiaridade" das atrizes indicadas com o prêmio de Melhor Atriz (não contabilizo aqui o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante): Meryl Streep, natural de Nova Jérsei (EUA) e com 38 anos à época, já tinha sido indicada 4 vezes e ganho 1. As outras nunca tinham sido indicadas a esse prêmio. Glenn Close (nascida em Connecticut, com 41 anos) e Cher (californiana de 41 anos), entretanto, já tinham sido indicadas a Melhor Atriz Coadjuvante 3 e 1 vezes, respectivamente. Holly Hunter (da Geórgia, EUA, com 30 anos) e Sally Kirkland (novaiorquina de 46 anos) nunca tinham sido indicadas ao Oscar.

Como se nota, todas são estreantes, salvo Meryl, que já nem parece mostrar se importar por não ter ganho. Depois de Ironweed, pelo qual a atriz concorreu em 1988, foram mais oito indicações a Melhor Atriz e uma a Melhor Atriz Coadjuvante, sem nenhuma vitória... Os jornais de 12 de abril de 1988 todos noticiavam a vitória da cantora e atriz, que recebia, no Estado natal, a maior premiação cinematográfica de sua carreira. De qualquer forma, temos que refletir... uma estrela despontava no mundo, e vejam que Believe, porta-voz de Cher, só surgiu dez anos depois! Na época, ela fazia sucesso com as músicas mais pesadas e tristes, do tipo Heart of stone, lançado dois meses após a cerimônia do Oscar. Assim, podemos entender melhor a arte de Cher no fim da década de 80.

por Darlan Xavier Nascimento


O Oscar de Melhor Ator Coadjuvante teve grandes nomes concorrendo à estatueta naquela noite no Dorothy Chandler Pavillion. São eles Albert Brooks (como Aaron Altman em “Nos Bastidores da Notícia”), Morgan Freeman (como Fast Black em “Armação Perigosa”), Sean Connery (como Jim Malone em “Os Intocáveis”), Vincent Gardenia (como Cosmo Castorini em “Feitiço da Lua”) e Denzel Washington (como Steve Biko em “Um Grito de Liberdade”).

Apesar da qualidade dos atores, o único no grupo a já ter sido indicado foi Vincent Gardenia em 1974, por sua atuação em “A Última Batalha de um Jogador”; desta forma todos os outros que concorreram ao prêmio eram estreantes. Morgan Freeman viria a ser indicado mais três vezes (duas como ator principal por “Conduzindo Miss Daisy” e “Um Sonho de Liberdade”), consagrando-se com a vitória em 2005 por “Menina de Ouro” (como ator coadjuvante).

Denzel Washington voltaria a mostrar seu talento à Academia por mais quatro vezes: como ator coadjuvante venceria sua primeira estatueta por “Tempo de Gloria” em 1989; como ator principal recebeu três indicações ao Oscar, por “Malcolm X” (1992), “Hurricane - O Furacão” (2000) e “Dia de Treinamento” (2002) ganhando por esse último.

Apesar da vitória merecida Sean Connery, não voltaria a disputar um Oscar por nenhuma categoria, assim como Albert Brooks. Assim, 1988 fica marcado por ser o único ano que ambos concorreram ao prêmio, e também pela gloriosa vitória desse grande ator escocês ícone do cinema, que, já no anúncio de seu nome, se ouvia aplausos calorosos evidenciando uma vitória já esperada.

por Rafael Castro


Olympia Dukakis – Feitiço da Lua
Ann Sothern – Baleias de Agosto
Anne Ramsey – Jogue Mamãe do Trem
Anne Archer – Atração Fatal
Norma Aleandro – Gaby – Uma História Verdadeira

Em 1988, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, tivemos dois grupos: de um lado, três filmes que tiveram apenas uma indicação: falamos de “Baleias de Agosto”, “Jogue Mamãe do Trem” e “Gaby – Uma História Verdadeira”. Do outro lado, temos dois grandes campeões de indicações naquele ano: “Feitiço da Lua” e “Atração Fatal”.

Todas as atrizes indicadas jamais haviam sido indicadas antes, apesar de uma delas - Ann Sothern - ser extremamente conhecida pela sua intensa carreira cinematográfica, que vai da década de 1920 à década de 1980 (sendo The Whales of August o seu último filme), e muitos cinéfilos inclusive consideram a sua indicação como um reconhecimento tardio à sua carreira, assim como se supõe ter acontecido com Lauren Bacall (“O Espelho Tem Duas Faces”), em 1997, e Ruby Dee (“O Gângster Americano”), em 2008.

Tiro o chapéu para Ann Sothern, Anne Ramsey e Norma Aleandro por que, mesmo que os filmes no qual trabalharam não tenham sido indicados, elas conseguiram se destacar o suficiente para serem indicadas.

A vencedora da categoria foi Olympia Dukakis (“Feitiço da Lua”) e o seu prêmio marcou a oitava de dez vezes, ao longo de 76 edições, nas quais se premiaram a atriz e a atriz coadjuvante do mesmo filme (as vezes posteriores, até o momento, aconteceriam com os filmes “O Piano” e “Shakespeare Apaixonado”, respectivamente em 1994 e em 1999). São 76 edições porque a categoria de melhor atriz/ator coadjuvante só surgiu em 1936, quando já se haviam premiado sete atrizes. Outra curiosidade nesse ano na categoria é que a argentina Norma Aleandro, se tornou a primeira sul-americana a competir ao Oscar. Sua indicação mesmo tendo sido a primeira, não aconteceu em sua língua materna, uma vez que a primeira sul-americana a competir a Oscar atuando numa língua não-inglesa e, mais especificamente, na língua materna foi Fernanda Montenegro.

por Levi Ventura
diHITT - Notícias