quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Oscar – 1942: 14ª Edição dos Prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

1942, Segunda Guerra Mundial. O mundo divide-se em dois lados: as Forças do Eixo e os Aliados. Os Estados Unidos tiveram uma participação intensa e decisiva no conflito. O mundo do cinema não ficou de fora e retratou os anos de guerra em diversos filmes como “Ser Ou Não Ser” (To Be Or Not To Be), de 1942, Roma, Cidade Aberta (Roma, Città Aperta), de 1945, “Caminhada Sob O Sol” (A Walk In The Sun), de 1945, entre outros. Até mesmo a cerimônia anual de entrega dos Academy Awards sofreu fortes mudanças. Talvez, a mais conhecida diga respeito à confecção dos próprios “Oscars”. Até então, as estatuetas eram feitas de metal. Com a crise, elas passaram a ser feitas de gesso. Com o fim da guerra, no entanto, todos os premiados foram agraciados com estatuetas originais.

Este também foi o último ano em que a premiação foi feita durante um banquete. Por conta do público cada vez mais numeroso e das dificuldades econômicas que o país atravessava, a festa passou a ser realizada em teatros, como acontece até hoje. Alguns atores, inclusive, compareceram em trajes militares. Como o medo de ataques era freqüente, o banquete de 42 foi reduzido a um modesto jantar no Hotel Biltmore e não contou com os tradicionais holofotes que iluminam os céus de Los Angeles. É o início das tramissões em cadeia de rádio.

O momento emoção da festa ficou por conta da homenagem prestada à recém-falecida atriz Carole Lombard, enquanto a saia justa da noite foi protagonizada pelas irmãs Olívia de Havilland e Joan Fontaine. Ambas foram indicadas ao prêmio de melhor atriz (Olívia por “A Porta de Ouro” e Joan por “Suspeita”). Joan leva a melhor e esnobou a irmã. Mas, como vingança é um prato que se come frio, anos mais tarde Olívia ganha o prêmio e não permite que a irmã a cumprimente.

Deliciosas histórias que só os Deuses do Cinema podem contar...

PERFIL: CAROLE LOMBARD
Jane Alice Peters, mais conhecida como Carole Lombard, foi uma das mais famosas atrizes de Hollywood nos anos 30. Dona de uma sofisticada beleza, Carole começou no cinema mudo, resistindo ao advento dos filmes sonoros. É conhecida por ter sido casada com o também ator Clarck Gable, personificando o modelo de casal bonito, famoso e talentoso. É sabido, no entanto, que o casamento dos dois nunca foi exatamente um mar de rosas - mais por culpa de Gable, que jamais resistiu à umas escapulidas. Carole morreu tragicamente durante uma viagem aérea que visava levantar bônus para as tropas americanas. Foi a protagonista do filme “Ser Ou Não Ser”, lançado postumamente, que conta a história de um grupo de atores canastrões que caem nas graças dos nazistas.

“Ser Ou Não Ser” é uma das maiores comédias dos anos 40 e dona de uma das aberturas mais originais de todos os tempos: um Hitler que surge, sendo cumprimentado por seus soldados com um “Heil Hitler!”. Ele então responde: “Heil me!”

O filme logicamente não foi bem aceito pela público. Reza a lenda que o pai de Jack Benny, um dos astros do filme, se retirou da sala de projeção, enojado por ver o filho vestir um uniforme nazista. Mesmo assim, a produção foi indicada ao Oscar de melhor música e melhor fotografia.

O toque curioso da história fica por conta de uma cena da fita em que a personagem de Carole é convidada pelo apaixonado personagem de Robert Stack para um passeio de avião. Ela responde: “Por que não? Afinal, o que poderia acontecer em um avião?”

O diálogo foi retirado no dia da estréia do filme e só foi restaurado muitos anos depois.

Você sabia que...

... Olívia de Havilland e Joan Fontaine são algumas das estrelas de Hollywood dos anos 30 que ainda estão vivas, ao lado de nomes como Shirley Temple, Maureen O’Hara, Luise Rainier, Gloria Stuart, Ann Ruthford e Deanna Durbin?

Por: Marcelo Antunes

7 comentários:

LuEs disse...

Gostaria de elogiar o texto. Ficou bem explicativo, com curiosidades interessantes e de leitura agradável e fácil.

É mesmo triste a morte da atriz, afinal podemos perceber pela foto a expressividade dela. Não duvido de que fosse uma das mais belas e talentosas daquela época. Infelizmente, ela descobriu o que pode acontecer por andar de avião.

Marcelo, ficou muito bom o seu texto!
;D

Thiago Paulo disse...

Pois é Luís, o Marcelo mandou muito bem com o texto!

Janis Lyn disse...

oieeee
obrigada pela visita no meu blog. gostei muuuito do seu..inclusive do nome do blog...passarei aqui mais vezes

bjs

Karina Kate disse...

Você me fez lembrar de filmes que retratam marcos históricos como a segunda guerra e outros mais. Como Casa Blanca, que eu adoroooo.
*bjinhos

Marcelo A. disse...

Ah, rapazes... de vocês não vale!

Uahahhahahahhaaa!!!

Todos mandamos bem!

;D

Levi Ventura disse...

Ah! Todo mundo comentou, só faltou eu.

Pronto, agora não falta mais.
Realmente o post tá muito bom.

Rodolfo Soares disse...

Show de bola brother!!!!
É bom saber das histórias... hoje ngm leva tão a sério a importancia de levar um oscar!
Espero que o cinema brasileiro seja contemplado algum dia!

Abraços
www.borarir.com

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