terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Oscar 1942 - Melhor Ator e Melhor Atriz


  • Gary Cooper por Sargento York
  • Robert Montgomery por Que Espere o Céu
  • Orson Welles por Cidadão Kane
  • Cary Grant por Serenata Prateada
  • Walter Huston por O Homem que Vendeu Sua Alma.

Cinco nomes de peso se enfrentaram na categoria Melhor Ator no ano de 1942. Cada um à sua maneira, os atores se enfrentaram em papeis bem densos. Gary Cooper interpretou um homem que evita ir à guerra por convicções religiosas, mas, sem opção, acaba se alistando ao exército, o que mudará sua vida. Welles vive o magnata da comunicação Charles Foster Kane e sua vida é narrada desde sua ascensão até sua decadência. Montgomery dá vida a Joe, que, ao morrer, encontra-se com um anjo. Cary Grant apresenta Roger Adams, um jornalista que se casa com uma mulher e, devido a alguns problemas, eles adotam uma criança. Huston atua como um fazendeiro que vende sua alma ao diabo.

Assim, os cinco atores mostram-se importantes em suas composições e por isso receberam nominações ao prêmio. Três desses atores – Cooper, Montgomery e Huston – já haviam sido indicados ao prêmio antes. Outro deles, Cary Grant, seria ainda indicado posteriormente ao ano de 1942 e o último dos cinco, Orson Welles, é o único a receber uma única indicação. De longe, o favorito era Welles, cujo filme – Cidadão Kane – era o mais cultuado, uma vez que mudou as estruturas do cinema a partir de seu lançamento.

  • Joan Fontaine por Suspeita
  • Olivia de Havilland por A Porta de Ouro
  • Greer Garson por Flores do Pó
  • Bette Davis por Pérfida
  • Barbara Stanwyck por Bola de Fogo

1942, definitivamente, não foi um ano fácil. Cinco grandes atrizes também se enfrentavam na categoria melhor atriz. Entre elas, Bette Davis e Greer Garson, as recordistas de indicações seguidas que, nesse ano, disputavam a estatueta pela segunda vez, entre elas. Davis interpretou Regina Giddens, uma mulher sem escrúpulos em Pérfida, de Willian Wyler. Já Garson deu vida à Edna Kahly Gladne, no melodramático Flores do Pó, de Mervin LeRoy; uma mulher que abre um orfanato após perder filha e marido.

Em A Porta de Ouro, de Mitchell Leisen, Olívia de Havilland é Emmy Brown, uma simplória professora que vira alvo do interesse de um gigolô romeno que deseja casar-se para viver legalmente nos Estados Unidos. E Barbara Stanwyck foi Sugarpuss O'Shea, uma cantora de boate que passa a “colaborar” na elaboração de uma enciclopédia.

Mas o prêmio máximo ficou mesmo com Joan Fontaine, por Suspeita, dirigida por Hitchcock. Sua personagem, Lina McLaidlaw Aysgarth, é a esposa de um playboy apostador de passado duvidoso, vivido por Gary Grant. Todas as evidências levam a crer que o marido é um assassino e que ela será sua próxima vítima. A grande atuação de Fontaine lhe fez desbancar grandes nomes de então, como Bette Davis e Greer Garson, levando a estatueta para casa , e deixando sua irmã – Olívia de Havilland - com “dor de cotovelo”. Mas isso é uma outra história...

Por: Luis Adriano e Marcelo Antunes

2 comentários:

Euzer Lopes disse...

Depois que as Lojas Americanas colocaram filmes clássicos por R$ 12,99 eu tenho comprado alguns destes, fico pensando... O que aconteceu com o cinema onde não se contam histórias, nem se contam com atores como os de antigamente.
Seriam as cifras?

Rodolfo Soares disse...

Muito massa!!! amo filmes antigos hehehe

Vou acompanhar esses filmes...

Abraços
www.borarir.com

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